Santa Rosa Burns: As ‘Galápagos da Califórnia’ estão marcadas

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Santa Rosa se foi. Ou pelo menos a versão que conhecíamos é.

Imagens de satélite da Nasa de 20 de maio mostram faixas pretas onde antes existia uma vegetação vibrante. O espectroraderimetro de imagem de resolução moderada (Modis) não se conteve. Capturou um terço da ilha transformada em carvão. Aproximadamente 18.300 acres queimados. Isso torna este o maior incêndio registado na história da ilha.

Você esperaria incêndio na costa. Você não. Não assim. Estas paisagens evoluíram isoladamente, isoladas do continente da Califórnia durante milénios. Eles não são adaptados ao fogo. Os ecossistemas aqui são sensíveis, frágeis e não estão habituados a tanto calor.

Então, quem começou?

Um acidente de barco. Um marinheiro. Ele bateu com seu navio em costas rochosas, entrou em pânico e disparou sinalizadores. As imagens da Guarda Costeira contam uma pequena história sombria: o homem, de 67 anos, gravou “SOS” na terra carbonizada antes de um helicóptero o levar embora. As chamas não pararam com ele. Ventos fortes os alimentaram. A camada marinha escondia a visão de cima, eliminando as chances de apoio aéreo. Bulldozers escavaram a terra para conter a fera. Eles tiveram que fazer isso.

Consultores de recursos – biólogos, arqueólogos, especialistas culturais – percorreram o perímetro durante a luta. O trabalho deles era mitigação. Minimizando os danos da cura ao paciente. Eles observaram para onde iam as escavadeiras, onde o solo rasgava. Não foi suficiente para salvar tudo. Apenas limitou o sangramento.

“Assim que for seguro, chegarão especialistas em resposta a emergências em áreas queimadas.”

Ana Cholo, do Serviço Nacional de Parques, explicou tudo. Eles examinarão a estabilidade do solo. Mudanças hidrológicas. A infraestrutura que ainda está de pé. A paisagem é frágil agora. Mais frágil do que antes. A recuperação é a próxima batalha, e ninguém sabe realmente como ficará o terreno depois que um incêndio desta magnitude atingir terras não adaptadas ao fogo.

As Ilhas do Canal são chamadas de ‘Galápagos da Califórnia’. Há uma razão para esse apelido. Endemismo. Vida que não existe em nenhum outro lugar da Terra. Cerca de 46 espécies de plantas e animais vivem somente em Santa Rosa. Nenhum deles encontrado em outros ecossistemas. Sete espécies de plantas estão listadas pelo governo federal. Eles crescem em pequenos bolsões de habitat frágil, vulneráveis ​​à erosão e ao tipo de caos pós-incêndio que atualmente se desenrola ali.

Há danos, claro. Os pinheiros Torrey nas falésias de arenito do nordeste foram atingidos. Essas árvores são incrivelmente raras, crescendo apenas nesta ilha e em um pequeno povoamento em San Diego. Mas as avaliações iniciais dizem que estão em grande parte intactos. Uma pequena misericórdia. A raposa da ilha, os ratos-veados, estas subespécies que evoluíram separadamente em cada rocha da cadeia, enfrentam incertezas.

Não é apenas a vida selvagem. Estas são terras ancestrais dos Chumash. Os locais culturais remontam a mais de 13.000 anos. Ancestral. Estático. Agora exposto.

Nós monitoramos. Nós analisamos. Esperamos.

O que vai crescer de novo? Ou o que encontraremos, olhando para uma encosta negra e vazia onde milhares de anos de isolamento acabaram de terminar?