додому Entretenimento Música Scherzo: Como movimentos lúdicos de dança dominaram a música clássica

Scherzo: Como movimentos lúdicos de dança dominaram a música clássica

Se você está ouvindo uma sinfonia e de repente sente que há um interlúdio maníaco na música, provavelmente encontrou um scherzo.

Esta é a terceira parte das obras mais importantes do século XIX. Sinfonia. Sonata. Quarteto de Cordas. É onde ele mora. Mas não surgiu do nada. As suas origens estão interligadas com uma história que remonta ao que a maioria das pessoas associa à era romântica.

Originalmente, durante o período barroco de 1600 a 1750, o “scherzo” era apenas música leve. Pode ser ouvido em faixas vocais e instrumentais. Claudio Monteverdi compôs o musical Scherzo em 1607. Foi lúdico. Foi breve. Não é a espinha dorsal estrutural de um corpo grande.

Depois disso, as coisas ficam complicadas.

No século 19, o scherzo evoluiu. Esta será uma peça orquestral independente. Porém, sua função mais importante foi substituir o minueto.

Substituição do minueto festivo

No século XVIII, o minueto era uma dança aristocrática. É muito festivo. Foi digno. Movia-se com uma graça educada e comedida.

Scherzo não se importa com isso.

Os Scherzos são compostos principalmente por Beethoven e começam em 3/4 da velocidade. É muito rápido. Foi surpreendente. Isso cria uma mudança dinâmica repentina. Usava orquestração para assustar o ouvinte. Um minueto é uma valsa composta para uso judicial. Um scherzo é uma piada contada em alta velocidade.

O rápido scherzo 3/4 é cheio de surpresas em dinâmica e arranjo.

Não é apenas o ritmo da mudança. Esta é uma mudança de atitude. Os compositores precisam de energia. Eles querem imprevisibilidade. O minueto era rígido demais para o novo espírito romântico.

Trio e estrutura ABA

Ambos os movimentos compartilham um truque arquitetônico específico. Ambos contêm uma seção contrastante chamada trio.

A estrutura é simples: ABA.

  1. O tema principal (A).
  2. Trio (B).
  3. O retorno do tema principal (A).

Joseph Haydn antecipou esta mudança. Seu minueto repetiu seu ritmo. Eles foram abruptos. Eles sugeriram o caos que estava por vir. Na verdade, Haydn usa a palavra “scherzo” nos quartetos do Opus 33. Eles são conhecidos como Quartetos Russos ou Gli scherzi. Ele estava no rótulo antes de se tornar uma regra estrita.

Beethoven deu um passo adiante. Ele compôs quase todos os scherzos de suas nove sinfonias. Ele não rotulou todos eles como tal. Apenas as Sinfonias nº 2 e nº 3 são especificamente denominadas “Scherzo”. Mas a funcionalidade está lá. A energia está aí. A surpresa estava lá.

Peças de personagens independentes

No século XIX, o scherzo não era mais apenas um movimento. Tornou-se uma peça independente.

Permaneceu rápido. Permaneceu caracteristicamente rápido. Mas não precisava de uma sinfonia para sustentá-lo.

Felix Mendelssohn sabia como usá-lo

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