Como os profundos rios de magma em Marte mudam a busca por vida extraterrestre

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Acontece que o planeta vermelho não está tão morto quanto pensávamos. Na verdade.

Novas pesquisas sugerem que rios de magma já borbulharam sob a crosta de Marte. Isto não é apenas curiosidades sobre geologia. Isso muda o jogo da habitabilidade. Se for verdade, Marte junta-se à lista de mundos rochosos que podem ter sustentado vida, e talvez ainda o façam, de uma forma ou de outra.

A revelação sísmica abaixo da superfície marciana

Pesquisadores da Universidade de Oxford investigaram dados do módulo de pouso InSight da NASA. Eles observaram ondas sísmicas. Estes foram desencadeados por ataques de meteoritos e terremotos marcianos. O objetivo? Para mapear uma fronteira misteriosa com 24 quilômetros de profundidade.

São cerca de 24 quilômetros abaixo.

A fronteira não era apenas uma linha na areia. Os dados, publicados na Nature Astronomy, apontam para rocha derretida. Não em bolsos pequenos. Mas reunindo-se no subsolo. Estendendo-se lateralmente por centenas, talvez milhares de quilômetros.

Pense nisso como um oceano subterrâneo de fogo.

Além do mito da câmara de magma isolada

Os cientistas costumavam pensar que os vulcões marcianos ficavam em câmaras de magma simples e isoladas. Como pequenos copos subterrâneos. Esta nova descoberta destrói essa ideia.

Em vez disso, estamos diante de um sistema de encanamento complexo e interconectado.

Esta distinção é importante. Por que? Porque um sistema conectado cria uma crosta quimicamente complexa. Ele recicla elementos. Suporta processos necessários para gerar uma atmosfera. E oceanos.

“Tal sistema teria o potencial de produzir… o tipo de processos necessários para gerar uma atmosfera e um oceano na superfície.”

Antes disso, pensávamos que apenas planetas semelhantes à Terra com placas tectónicas poderiam regular o seu clima. Presumimos que Marte era muito rígido. Muito estático. Muito morto.

Sem placas tectônicas? Sem problemas?

Esta é a reviravolta.

A regulação climática não requer apenas as placas tectónicas. As redes Magma também podem fazer isso. Isto força uma reavaliação dos planetas rochosos que anteriormente rejeitamos.

Consideramos muitos exoplanetas inabitáveis. Por que? Nenhum movimento da placa. Muito frio. Muito instável. Ou simplesmente muito chato geologicamente.

Se Marte tivesse esses rios profundos de magma, esses outros planetas poderiam estar escondendo segredos que perdemos. Eles não são pedras mortas. Eles estão dormindo.

A seleção de planetas potencialmente habitáveis ​​acaba de aumentar. E mais surpreendente.

Então, quais planetas devemos olhar a seguir? Aqueles que ignoramos porque não tinham placas móveis.

A crosta contém as respostas. O magma retém o calor. E a vida? A vida adora o calor.